03 novembro 2005


Como é sabido, os japoneses, além de simpáticos, convivem bem com as máquinas de fotografar.

«Na gramática japonesa não há artigos; os substantivos e adjectivos são invariáveis, independentes de género e de número; quase que não há pronomes pessoais; os tempos dos verbos são invariáveis, independentes de pessoas; não há sujeito gramatical na oração; de sorte que os fenómenos passam-se como que num mundo sem espectadores, sem testemunhas dos factos, visto que os indivíduos se eliminam propositadamente da cena; estranha coisa, que leva à compreensão da impersonalidade japonesa.»
(Wenceslau de Moraes, Relance da Alma Japonesa, 1926, p. 156 da edição Vega de 1999)