01 novembro 2005


Lago do jardim do santuário de Heian. Já o jardim não é para ser visto de um ponto fixo, nem mesmo de um pequeno conjunto de pontos fixos. O jardim é agora caminho de caminhar, da caminhada que nos transforma por nos dar que ver e que pensar. Caminho que nos prepara, porque as vistas mudam e tal coisa muda a nossa disposição. Andamos no mundo como andamos atravessando o lago pelo caminho das pedras: parte do tempo temos de olhar para os pés, para não tropeçarmos e não irmos à água. Em recompensa, quando de novo levantamos os olhos, descobrimos do jardim (da vida) uma nova vista. Após cada passo, sabendo olhar.