04 novembro 2005


Os monges que se ocupam de Saihoji preservam-no da curiosidade das multidões impondo certas restrições ao acesso. Uma dessas restrições consiste em impor ao visitante a participação voluntária numa cerimónia budista, durante a qual cada um copia (com pincel e tinta) uma parte de um dos textos sagrados dessa religião (enquanto os monges entoam e tocam). Na imagem, o início do texto que fomos postos a copiar. No fim escrevemos o nosso nome e o nosso desejo/voto e depositamos a folhinha frente à imagem de Buda (com a devida vénia). A folhinha tinha de ser colocada virada para o Buda, para ele poder ler o nosso desejo.
Para aqueles ocidentais que sejam materialistas inveterados e que vejam algum absurdo em nos fazerem copiar um texto que não percebemos, convém esclarecer: os japoneses também não percebem bem o que lá está escrito, porque se encontra numa forma de chinês; é por isso que há umas anotações ao lado de cada caracter, para os próprios japoneses saberem como se pronuncia o que lá está escrito.